WILSON - HISTORIAS

                                                História
                                                                                               
                                                                                            Prof: Wilson Rebouças


                                        Governo de Dutra (1945- 1950)


Para que possamos entender esse governo, é necessário entender a figura de Dutra e o processo de sucessão à presidência. Dutra era um militar de certo prestigio frente às Forças Armadas e um dos homens que tramou a deposição de Vargas. Nessa fase do pós - guerra o exército novamente tinham prestígio frente a sociedade civil. Ter um militar como presidente eleito naquela fase não seria algo absurdo. Assim em certa parte Dutra que era do PSD, teve uma vitória tranquila nas urnas.

Um fato que merece reflexão, diz respeito ao apoio que Vargas deu a Dutra no período de sucessão. Sem esse apoio Dutra teria dificuldades para se eleger. O ponto de maior relevância nessa questão é mostrar o prestígio de Vargas frente à sociedade.

Na verdade o governo Dutra não tem relevância no ponto de vista do desenvolvimento do Brasil. Como primeira medida do seu governo é colocar na ilegalidade do PCB. Com essa postura,ele mostra que não tem um projeto de independência na política internacional. Ele se alia aos EUA Ao fazer essa aliança ele deixa claro que não está disposto a ter desgastes com os norte-americanos e muito menos com a URSS.

Vimos anteriormente que Vargas deixa o governo com a economia saneada. O Brasil como não possui dividas, tem uma balança comercial favorável e tem recursos de reserva. Quer dize que o Brasil vende mais do que compra, não deve a ninguém e tem ainda uma reserva em caixa.Dutra diferentemente de Vargas, Dutra aplica uma política econômica baseada na importação.Quer dizer que o Brasil ao invés de produzir e gerar renda, emprego e progresso passa ser um comprador de produtos industrializados. Há uma paralisia da indústria nacional.Outra medida que do governo Dutra foi a questão de congelar os salários dos trabalhadores.

Com esse tipo de medida percebemos que ele rapidamente perdeu o apoio da população.Começa a encontrar problemas frente à população que acostumada com quinze anos de desenvolvimento, não consegue conceber um governo que em benefício de uma pequena minoria( a burguesia nacional- esta era beneficiada pois pagava menos aos trabalhadores e assim teria mais lucros), causa arrocho salarial.

Dutra da preferência a modernizar o Brasil de uma outra forma instaurando uma nova forma de consumo da população. Ele estimula o que atualmente chamamos de CONSUMISMO.
Para o

PSD-Partido Social Democrático, era ligado basicamente aos antigos oligarcas, suas tradições eram ligadas ao mundo rural. Lembramos que o Brasil naquela fase tinha uma população que vivia em grande maioria na zona rural e em cidades pequenas. Com isso o PSD tinha maior expressão nacional como partido. Devido a isso e ao apoio de Vargas dado a Dutra sua vitória nas urnas foi simples.
 Vargas era um defensor da industria nacional, criou a política de substituição de importações. Quer dizer que ele queria que ao invés de se importasse produtos industrializados, a saída seria produzi-los no país. Essa medida geraria empregos, rendas e por fim desenvolveria o país.
 Arrocho salarial: o salário é congelado ou não acompanha a inflação. Resultado disso é que a população perde o poder de compra.


Brasil são trazidos rádios em grande quantidade, gomas de mascar, calças jeans, veículos em quantidades maiores, geladeiras e até mesmos televisores (lembramos que nessa fase ainda não existiam emissoras de TV no país, esse televisores ficaram apenas como enfeite nas casas das famílias mais ricas). Obviamente não estamos discutindo se essas medidas trouxeram ou não mais conforto para uma pequena parcela da população. O problema e perceber qual o custo desse conforto?

As reservas cambiais que durante o governo Vargas foram duramente conseguidas vão ser dilapidadas rapidamente por Dutra. Com essa onda de consumismo, o Brasil não consegue mais honrar os seus compromissos. Para pagar as contas e aplicar em serviços básicos para a população, o país necessita de recorrer a empréstimos.

Com isso perdemos a possibilidade de continuar na rota traçada por Vargas que era o de um desenvolvimento gradual, autônomo e independente. A população mais pobre é quem sofre com essa política, pois perde seu poder de compra e o país paralisa o seu crescimento econômico.

Um fator de importância para o desenvolvimento institucional do país foi a constituição de1945. Lembramos que a constituição anterior era feita em moldes autoritários. Dutra convoca uma Assembleia Constitucional em 1946.

2.0 - Constituição de 1946

Para conseguir mostrar seu ar de democrático, Dutra busca fazer uma nova Constituição no Brasil. O objetivo era simples: acabar com a influência que Vargas exercia na condução dos rumos do país. Com isso ele busca descentralizar o poder reavivando o FEDERALISMO.

Na constituição poucas são as inovações práticas. Os estados da união passaram a ter maior autonomia em todos os aspectos. Na questão estrutural o país continuou a ter três poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário).

As eleições para a Presidência da República foram consolidadas como diretas, para um mandato de cinco anos sem direito a reeleição, incluindo agora um vice - presidente. Essa última medida tinha como objetivo descentralizar o poder político, pois havia alianças e disputas existiriam pelo cargo de Vice-Presidente. Um outro ponto que merece destaque diz respeito a questão da composição do Congresso Nacional. Com o objetivo de atender os interesses dos grandes estados da federação, a composição do Congresso seguiu critérios proporcionais.

Funcionava da seguinte forma: a cada 150 mil habitantes o estado tinha direito a um representante no Congresso. Esse fato vai beneficiar os estados com maior número de habitantes,pois eles sempre teriam mais representantes e assim conseguiriam aprovar as suas emendas. Já a questão do senado situação não se alterou de forma significativa. Cada estado independendo do número de eleitores conseguiu ter três senadores. Essa medida foi tomada para amenizar os transtornos causados pela questão do número de deputados por estado.

Um outro fator importante foi a questão do voto. Pela nova Constituição todos os brasileiros alfabetizados maiores de 18 anos podiam vota. O curioso que na Constituição instituí ao voto feminino, quer dizer que as mulheres tinham o direito de votar, porém o voto era facultativo.Nessa Constituição os direitos trabalhistas não foram tocados, o trabalhador ainda podia usufruir as benesses das leis trabalhistas.Um outro ponto menor mais não menos importante foi a questão da mudança do nome do nosso país que deixou de se chamar: Estados Unidos do Brasil e passou a ter o nome atual que é República Federativa do Brasil.O saldo do governo Dutra para o Brasil foi péssimo, pois como vimos ele debilitou a rendado trabalhador e os cofres da união. Curvou-se a política dos EUA, esmagou os movimentos sindicais e socialistas e por fim fez com que o Brasil perdesse a oportunidade de crescer.

2.1- A sucessão de Dutra e a volta de Vargas

Em 1949 a questão da sucessão a Dutra começa a entrar na pauta das discussões da sociedade brasileira. Dutra (PSD) não conseguiria fazer seu sucessor devido a péssima forma em que conduziu a política nacional. O nome de Vargas (PTB) ganhava força na sociedade brasileira,mas seria impensável que ele voltasse ao poder. A UDN queria tomar o poder e colocar em prática o seu plano de governo que não tinha cunho popular e era o que chamaremos mais tarde de “Entreguista”.

Nessa conjuntura realizou-se a eleição para a sucessão presidencial. Era nítido que Vargas era o forte candidato a vitória, porém também era nítido que as forças da elite nacional nãoiriam aceitar a sua volta. A campanha foi tensa. No final do pleito o resultado foi o seguinte:1ºGetúlio Dornelles Vargas (PTB), em 2º Brigadeiro Eduardo Gomes e por último o candidato do presidente Cristiano Machado.

Com o resultado das eleições a UDN já deu mostras claras que não estava disposta a aceitar a volta de Vargas. Segundo o partido Vargas não havia alcançado 50% dos votos válidos,assim não poderia tomar posse. O ponto central é que a Constituição de 1946 não dizia nada a respeito. Nesse fato podemos ter ideia de como a UDN vai se comportar diante do governo Vargas.

Outro ponto fundamental diz respeito a questão do Congresso, Vargas não conseguiu ter a maioria absoluta para governar e assim teria de negociar com a oposição para colocar em prática o seu plano de governo que teria novamente como ponto de preocupação de apoio o povo pobre e humilde do Brasil. Vencer a eleição não foi tarefa árdua, a questão de governar o país que seria muito desgastante.

Diferentemente do primeiro governo Vargas tinha um Vice - Presidente que era Café Filho,um político sem expressão que vai compor a chapa com Vargas.

A posse de Vargas foi em 1951 e seu mandato duraria ate 1955, porém isso não ocorre.Vargas irá deixar a vida para entrar na História, isso no dia 24 de agosto de 1954.


UDN - União Democrática Nacional, era composta por homens de cunho liberal e anti- nacionalistas, foram os mentores do golpe contra Vargas em 1945. Faziam parte da elite econômica do país e não tinham preocupação com a sociedade em geral. O seu projeto de governo era beneficiar pequenos grupos da elite nacional. O partido acaba em 1965 com o AI- 3, porém só muda de nome passa ser chamada de ARENA. Com o fim da ditadura mantém o mesmo estilo de programa e passa a se chamar PDS. Atualmente podemos encontrar membros de antiga UDN e ideias desse partido nos seguintes partidos: PFL, PP, PSDB, PMDB, PL, PRB e PTB. São os chamados partidos da direita.


 
  Pré-Vestibular Municipal de Ananindeua –

 Disciplina: História. Professor, Wilson dos Santos Rebouças




ARTE - MILENE 2ª PARTE


ARTE - MILENE


FILOSOFIA - CAROL

MITO
 
                             Oralidade.
                         Religiosidade (Deuses).
                      Explicar a sociedade.
          No processo histórico de passagem do mito à razão,se dar através da busca da Arché  (Origem) da humanidade. Assim nasce a filosofia através de uma Cosmologia (Cosmos=Universo) que a partir da Observação do céu no século V a. c. o pré socrático Tales de Mileto faz a seguinte afirmação: “tudo é água.” Nesta afirmação Tales acreditava que a água seria a Aché da humanidade por ser um dos elementos indispensáveis na vida Humana. Já o Anaximandro discordará e afirmará que o Ápeiron  que é o indeterminado e questionará a precisão das coisas pois não havia como delimitar a forma espacial do universo. Já Anaximenes,concordava que a origem de todas as coisas é indeterminada.Entretanto,recusou-se a atribuir a essa inderteminação o caráter do Arché  e propôs o Ar como princípio de todas as coisas: “Como nossa alma,que é ar,soberanamente nos mantém unidos,assim também todo o cosmo sopro o ar o mantêm.”
          Para Pitágoras de Samos “tudo é número”,isso quer dizer que o princípio Fundamental seria a estrutura numérica,matemática da realidade. A diferença entre as coisas resultaria,essencialmente,de uma questão de números.
Os Grandes da Grécia:
Sofistas x Sócrates - Diferenças entre Sócrates e os sofistas:
- O sofista é um professor ambulante. Sócrates é alguém ligado aos destinos de sua cidade;
- O sofista cobra para ensinar. Sócrates vive sua vida e essa confunde-se com a vida filosófica: “ Filosofar não é profissão, é atividade do homem livre”
- O sofista “sabe tudo” e transmite um saber pronto, sem crítica (que Platão identifica com uma mercadoria, que o sofista exibe e vende). Sócrates diz nada saber e, colocando-se no nível de seu interlocutor, dirige uma aventura dialética em busca da verdade, que está no interior de cada um.
- O sofista faz retórica (discurso de forma primorosa, porém vazio de conteúdo). Sócrates faz dialética (bons argumentos). Na retórica o ouvinte é levado por uma enxurrada de palavras que, se adequadamente compostas, persuadem sem transmitir conhecimento algum. Na dialética, que opera por perguntas e respostas, a pesquisa procede passo a passo e não é possível ir adiante sem deixar esclarecido o que ficou para trás.
- O sofista refuta por refutar, para ganhar a disputa verbal. Sócrates refuta para purificar a alma de sua ignorância.
CONHEÇA-TE A TI MESMO”, frase escrita no portal do templo de Apolo; cuja frase era a recomendação básica feita por Sócrates a seus discípulos.
Sócrates percebeu que a sabedoria começa pelo reconhecimento da própria ignorância: “SÓ SEI QUE NADA SEI”; é, para Sócrates, o princípio da sabedoria.
O estilo de vida de Sócrates assemelhava-se ao dos Sofistas, embora não vendesse seus ensinamentos. Com habilidade de raciocínio, procurava evidenciar as contradições afirmadas, os novos problemas que surgiam a cada resposta. Seu objetivo inicial era demolir, nos discípulos, o orgulho, a ignorância e a presunção do saber.
Usava dois métodos: IRONIA e MAIÊUTICA.
MAIÊUTICA: Dava alternativas, perguntas e respostas, ajudava a buscar a verdade. O nome Maiêutica foi uma homenagem a sua mãe que era parteira. Ele dava luz às idéias.
IRONIA: A ironia socrática tinha um caráter purificador na medida em que levava os discípulos a confessarem suas próprias contradições e ignorâncias, onde antes só julgavam possuir certezas e clarividências, perguntas e respostas destruíam o falso saber. Os discípulos, libertos do orgulho e da pretensão de que tudo sabiam, podiam iniciar o caminho da reconstrução das próprias idéias. Com isso, Sócrates acreditava num só Deus (Monoteísmo); a época era de Politeísmo. Por vários motivos ele foi perseguido. Foi condenado à morte em 399 a.c. por não aceitar mudar suas idéias (tomou Cicuta, um tipo de bebida que o carrasco deu-lhe para beber).
Para Sócrates o homem deveria conhecer a si mesmo, chegar à virtude através do conhecer a si mesmo. È a sabedoria que nos dá a virtude.
Platão
Em linhas gerais,Platão desenvolveu a noção de que o homem está em contato permanente com dois tipos de realidade:a inteligível e a senivel.A primeira é a realidade imutável,igual a si mesma. A segunda são todas as coisas que nos afetam os sentidos,são realidades dependentes,mutáveis e são imagens da realidade inteligível.
Tal concepção de Platão também é conhecida por ‘Teoria das Ideias’ ou Teoria das formas. Foi desenvolvida como hipótese no diálogo Fédon e constitui uma maneira de garantir a possibilidade do conhecimento e fornecer uma inteligibilidade relativa aos fenômenos.
Para Platão,uma determinada caneta,por exemplo,terá determinados atributos(cor,formato,tamanho e etc). Outra caneta terá outros atributos,sendo ela também uma caneta,tanto quanto outra. Aquilo que faz com que as duas sejam canetas é,para Platão,a Ideia de caneta,perfeita que esgota todas as possibilidades de ser caneta,tanto quanto outra. A ontologia de Platão diz,então,que algo  é na medida em que participa da Ideia desse objeto. No caso da caneta é irrelevante,mas o foco de Platão são coisas como o ser humano,o bem e a justiça.

O problema que Platão propõe-se a resolver é a tensão entre Heráclito e Parmênides: para o primeiro,o ser é mudança,tudo está em constante movimento e é uma ilusão estacidade ou permanência de qualquer coisa; para o segundo,o movimento é que é uma ilusão,pois algo que é não pode deixar de ser e algo que não é,não pode passar a ser;assim,não há mudança.